Palestra sobre “O Pensamento Ambiental de Agostinho Neto”
destaca Biodiversidade como garante da indústria do Ecoturismo
A Vice-reitora para a expansão da Universidade Agostinho Neto (UAN), Dra. Esperança da Costa, disse no Centro Cultural de Catete, que a biodiversidade angolana tem condições para a promoção da indústria do ecoturismo.

Dra. Esperança da Costa (na foto) disse que o país pode perseguir outros sectores industriais sustentáveis virados para o Ambiente.
“Porquê que nós, não podemos também utilizar as plantas e enveredar para vários outros processos de indústrias, como a dos cosméticos e as das madeireiras, mas de uma forma sustentada”, questionou a Vice-reitora.
A também docente universitária garantiu que com a presença das inúmeras espécies e estudando as prioridades de conservação dos habitats em Angola, pode-se caminhar para o ecoturismo com finalidades económicas. A Dra. Esperança da Costa afirmou: “é sem dúvidas uma aliança fortíssima”.

A Vice-reitora realçou aspectos preocupantes que atentam contra a biodiversidade angolana, como a falta de conservação dos mangais na região do Chiluango.
Segundo estudos efectuados em 2010, os mangais estão a ser invadidos pela população para diferentes usos, uma situação que carece de intervenção de todos para a sua conservação, tendo em conta o perigo em que colocam as várias espécies animais que dependem deste habitat.

Mangais ou muilas do rio Zaire
Esperança da Costa alertou que “ao diminuírem os mangais, aumenta a degradação dos solos e das áreas de reprodução das diferentes espécies que dependem destas zonas”.
Em África, segundo os dados apresentados pela bióloga, isto é de 1980 a 2006, perderam-se cerca de 400 mil hectares de mangais, tendo as maiores perdas ocorridas no Gabão, Serra Leoa, Guiné-Bissau, Senegal e na República Democrática do Congo.
Pela Universidade Agostinho Neto, esteve também o Professor Dr. João Seródio que recordou as orientações relativas ao ambiente tomadas nos primórdios da independência nacional pelo Presidente Neto e sua equipa governativa, enfatizando a necessidade de equilíbrio entre o homem e a natureza de que é parte. Dos poucos espaços de conservação da natureza existentes no período colonial, definiram-se novas zonas e ampliaram-se as existentes após a independência.
Dr. João Serôdio e Dra. Eufrazina Paiva
Parque nacional da Quissama
A Arq. Ângela Mingas, da Universidade Lusíada, expôs a conjugação entre a arquitectura e o ambiente, as suas interligações e dependências. 
Arq. Ângela Mingas, Dra. Eufrazina Paiva e Deputado Francisco Cortez
Fonte: obviousmag.org Projecto de cidade jardim no Dubai



