FAAN resgata cultura da trova com a realização do primeiro festival nacional
O primeiro Festival Nacional de Trova organizado pela Fundação Dr. António Agostinho Neto em parceria com a produtora musical Arca Velha, no dia 5 de Maio de 2012, no cine Nacional, em Luanda, resgatou a cultura trovadoresca que era produzida em Angola, particularmente em Luanda.

O evento que mostrou, em algumas baladas, a simbiose entre a poesia do Poeta Maior e o som harmonioso produzido pelas guitarras enquadrou-se nas actividades que a FAAN tem vindo a desenvolver para assinalar os 90 anos natalícios do seu patrono, Agostinho Neto.
Em sua homenagem, a Fundação escolheu a trova, um dos géneros musicais mais próximos da poesia. A poesia de Agostinho Neto e a criação livre foram os temas escolhidos para este festival. “A trova respira suas palavras, exalta os factos épicos e líricos da vida e brilha na música acústica.
Além disso, a trova é mais simples, pode ser criada com poucos recursos e em qualquer lugar. No entanto, demanda mais talento, labor nas letras e uma voz trabalhada e educada” disse Eugénia Neto, presidente da FAAN na abertura do evento.
Eugénia Neto disse ter-se sentido feliz pelo facto dos jovens interpretarem a poesia de Neto, “porque é o nosso poeta épico, aquele que cantou o sofrimento dos povos ao longo do século e porque a juventude está a assumir a herança cultural dos seus antepassados e, ao mesmo tempo, está a inserir-se na modernidade do século XXI”.

Com âmbito nacional, a primeira edição do Festival congregou os 18 concorrentes apurados que representaram as suas respectivas províncias de origem.
O júri composto pelos cantores Konde, José Kafala e o produtor musical, Adão Filipe, consagrou como vencedor deste primeiro Festival Nacional de Trova, com o tema " A Voz do Velho", o trovador da província de Luanda, Kiaku Kyadaff.

Kyadaff que arrancou aplausos estrondosos, disse não se ter sentido desencorajado com a qualidade apresentada pelos outros concorrentes. O 1º prémio por si recebido, no valor de um milhão de kwanzas, representa uma vitória para a trova, disse. “As coisas vão melhorar com a presença deste festival”.
O festival revelou-se uma experiência única na qual a criatividade dos participantes era moldada entre as palavras dos poemas e os sons soltados pelas guitarras, propondo-se desde já ser uma plataforma fecunda para a trova em Angola. A estética lírica das baladas permitiu aos participantes expressarem o que de mais profundo e nostálgico possuíam, para alguns recordando os tempos idos, quando se tocava o estilo com maior constância.
Quim Lopes, representante da província do Cunene, foi o segundo vencedor e interpretou com muito talento o tema " Suma so la nioho". Disse que o evento promoveu o reencontro com antigos trovadores com quem já partilhou alguns palcos nos anos 80. O 2º prémio foi de 600 mil kwanzas.
Já o trovador da Lunda-sul, Enoque Grego, conquistou o terceiro lugar, interpretando o tema "Brisa Divina" que conquistou o público. Diz ter sido prestigiante participar na primeira edição do festival, “o meu nome estará estampado na história do evento”. Enoque Gago recebeu 400 mil kwanzas.

O festival contou com a participação magnífica e muito aplaudida dos já consagrados artistas do panorama musical angolano, Gabriel Tchiema, Duo Canhoto, Ângela Ferrão e Conguita que declamou poesia de Fragata de Morais.
Todos os trovadores receberam um diploma de participação, um violão e um bouquet de rosas.
Em sua homenagem, a Fundação escolheu a trova, um dos géneros musicais mais próximos da poesia. A poesia de Agostinho Neto e a criação livre foram os temas escolhidos para este festival. “A trova respira suas palavras, exalta os factos épicos e líricos da vida e brilha na música acústica.
Além disso, a trova é mais simples, pode ser criada com poucos recursos e em qualquer lugar. No entanto, demanda mais talento, labor nas letras e uma voz trabalhada e educada” disse Eugénia Neto, presidente da FAAN na abertura do evento.
Eugénia Neto disse ter-se sentido feliz pelo facto dos jovens interpretarem a poesia de Neto, “porque é o nosso poeta épico, aquele que cantou o sofrimento dos povos ao longo do século e porque a juventude está a assumir a herança cultural dos seus antepassados e, ao mesmo tempo, está a inserir-se na modernidade do século XXI”.
Com âmbito nacional, a primeira edição do Festival congregou os 18 concorrentes apurados que representaram as suas respectivas províncias de origem.
O júri composto pelos cantores Konde, José Kafala e o produtor musical, Adão Filipe, consagrou como vencedor deste primeiro Festival Nacional de Trova, com o tema " A Voz do Velho", o trovador da província de Luanda, Kiaku Kyadaff.
Kyadaff que arrancou aplausos estrondosos, disse não se ter sentido desencorajado com a qualidade apresentada pelos outros concorrentes. O 1º prémio por si recebido, no valor de um milhão de kwanzas, representa uma vitória para a trova, disse. “As coisas vão melhorar com a presença deste festival”.
O festival revelou-se uma experiência única na qual a criatividade dos participantes era moldada entre as palavras dos poemas e os sons soltados pelas guitarras, propondo-se desde já ser uma plataforma fecunda para a trova em Angola. A estética lírica das baladas permitiu aos participantes expressarem o que de mais profundo e nostálgico possuíam, para alguns recordando os tempos idos, quando se tocava o estilo com maior constância.
Quim Lopes, representante da província do Cunene, foi o segundo vencedor e interpretou com muito talento o tema " Suma so la nioho". Disse que o evento promoveu o reencontro com antigos trovadores com quem já partilhou alguns palcos nos anos 80. O 2º prémio foi de 600 mil kwanzas.
Já o trovador da Lunda-sul, Enoque Grego, conquistou o terceiro lugar, interpretando o tema "Brisa Divina" que conquistou o público. Diz ter sido prestigiante participar na primeira edição do festival, “o meu nome estará estampado na história do evento”. Enoque Gago recebeu 400 mil kwanzas.
O festival contou com a participação magnífica e muito aplaudida dos já consagrados artistas do panorama musical angolano, Gabriel Tchiema, Duo Canhoto, Ângela Ferrão e Conguita que declamou poesia de Fragata de Morais.
Todos os trovadores receberam um diploma de participação, um violão e um bouquet de rosas.



