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“Moçambicanos falam de Agostinho Neto” na cidade de Maputo

O DVD intitulado "Moçambicanos Falam de Agostinho Neto" encontra-se , desde o dia 13 de Junho de 2012, em posse da sociedade moçambicana, no qual estão registados depoimentos de destacadas figuras sobre o primeiro Presidente da República de Angola.

O acto de apresentação do DVD foi prestigiado com a presença de proeminentes individualidades de Moçambique, com destaque para o Chefe de Estado, Armando Guebuza, e a presidente da Fundação António Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto.

A homenagem visou assinalar os 90 anos natalícios do Fundador da Nação Angolana. O evento teve uma co-organização da Fundação Dr. António Agostinho Neto e a Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO.   

Ao tomar a palavra a presidente da Fundação declamou um poema de sua autoria dedicado a Samora Moisés Machel, Presidente Fundador da República de Moçambique. Eugénia Neto disse também na sua alocução que “Não podemos descurar a educação patriótica. Os nossos heróis e as nossas lutas devem figurar nos livros escolares desde tenra idade e as universidades têm de ter a história da luta de libertação. Se não o fizermos, corremos o risco das nossas lutas heróicas não terem futuro. A amnésia cria espaço para falsificações. A preguiça dos que vivenciaram e não escrevem nem testemunham empobrece as fontes primárias e os factos históricos. São passados mais de 36 anos desde a proclamação das nossas independências: é tempo mais do que suficiente para fazermos uma história bem elaborada e documentada das lutas de libertação nacional.”
O Chefe de Estado moçambicano e Presidente da Frelimo, Armando Guebuza, que presidiu a cerimónia, recebeu a outorga do título honorífico da Fundação Dr. António Agostinho Neto em reconhecimento pelo seu percurso relevante e valioso contributo aos trabalhos da Fundação.

Na ocasião, Armando Guebuza proferiu um longo e detalhado discurso no qual recordou o legado de Agostinho Neto. “A sua voz não era apenas ouvida, mas sobretudo, respeitada nos fóruns internacionais. Ele colocou a sua estatura e prestígio ao serviço da Agenda do povo Angolano”, disse.

“A independência de Angola por si proclamada, naquele irrepetível 11 de Novembro de 1975, é reconhecida pela Organização da União Africana e pelas Nações Unidas”.
            
 Prosseguiu o chefe de Estado Moçambicano dizendo que “o Presidente Agostinho Neto é um dos nossos desde o alvor dos movimentos culturais que serviriam como alguns dos alicerces da frente de libertação de Moçambique”.

Armando Guebuza disse ainda que Agostinho Neto tomou a estratégica decisão de abrir a frente leste que inseriu Angola na dinâmica política da África Austral, estratégia essa  que esteve na base da criação da Linha da Frente.

A Fundação Dr. António Agostinho Neto fez ainda uma doação financeira simbólica a duas escolas, uma com o nome do seu Patrono, no Bairro da Beira , província de Sofala e outra no Bairro Agostinho  Neto em Maputo.