FAAN na confêrencia internacional da CPLP sobre o futuro da língua portuguesa

Na qualidade de observadora consultiva da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), participou de 25 a 31 de Março de 2010, em Brasília, na Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa.
A FAAN esteve representada pelos Drs. Manuel Vanda e Filipe Artur Vidal, que estiveram presentes na conferência, quer nos sectores da sociedade civil assim como sector governamental.

No início da actividade, a artista Maria Bethania, recitou um poema de Agostinho Neto
“Quero ser Tambor ”e realizou-se uma exposição multimédia e Literária “Em Português Todos nos Encontramos”

Os tópicos discutidos foram a projecção da língua portuguesa em fora multilaterais, a importância da língua portuguesa na diásporas, a difusão pública da língua portuguesa nos meios de comunicação de massa, o fortalecimento da língua portuguesa, a cooperação educacional e cultural para o ensino da língua portuguesa no espaço da CPLP, a participação da sociedade civil na projecção da língua portuguesa, o fortalecimento do ensino da língua portuguesa para estrangeiros, e o estudo e desenvolvimento do acordo ortográfico.
Para além dos membros da CPLP, foram estabelecidos contactos entre a FAAN e diversas associações culturais de Brasília, universidade e a MOVIARTE (produtora de cinema). A FAAN endereçou uma mensagem de congratulação à conferência através do Dr. Filipe Vidal que afirmou:
“Propomos que o português de Agostinho Neto, Fernando Pessoa, Álvares de Azevedo, José Soromenho, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane, fosse estudado e incentivado de forma objectiva e sincera.
De forma objectiva, isto é, de dentro para dentro, de dentro para fora e de fora para dentro. Neste diapasão, temos de ter a coragem de fazê-lo primeiro nós, portugueses falantes da Mãe África, numa perspectiva afro centrada, tendo as realidades histórico-sócio-antropológicas de cada um dos nossos países africanos de língua portuguesa, criando e dinamizando Institutos de Língua Nacionais”
Disse ainda que “se quisermos que o português seja de facto uma língua de trabalho na ONU e noutras organizações internacionais, urge que a CPLP assuma também um carácter económico, criando um espaço aberto no mercado mundial, como o MERCOSUL, a SADC, a CE e outros.

De forma sincera, seria bom que todos ganhássemos com o acordo ortográfico, numa parceria integrada e equilibrada, que não houvesse aproveitamentos de uma ou outras partes, a fim de evitarmos dirigismos culturais.”

